Audiovisual
Trabalha imagem, cartaz, documentário, cena, som, montagem e memória visual. Em sala, o audiovisual ajuda a perceber como uma história ganha forma.
Gondwana FC - Time da Educação é uma iniciativa cultural e educativa que usa o futebol como linguagem de encontro, criação e leitura de mundo. Seleções Gondwana é um guia para educadoras, famílias, escolas, projetos sociais e instituições culturais usarem a Copa 2026 como ponto de partida para conversar, pesquisar, criar imagens e ler territórios.
Se esta é sua primeira visita, comece pela apresentação. Se você já quer aplicar o material, escolha o caminho que mais combina com você.
Guia educativa da Copa 2026: uma cartografia pedagógica para ler o mundo pelo território, pela bola e pela câmera.
A Copa do Mundo de 2026 mobiliza atenção, afeto, rivalidade, memória familiar, curiosidade geográfica e cultura digital. Seleções Gondwana transforma esse interesse em experiência pedagógica. Cada seleção abre uma porta para conversar sobre território, língua, povos originários, diáspora africana, memória colonial, migrações, trabalho, pertencimento e futebol.
O material nasce do documentário Gondwana: A Bola Conecta e da Metodologia ABC, que tratam a bola como linguagem de encontro. A guia apróxima educadoras, educadores, escolas, coletivos, famílias, universidades e instituições culturais de uma pergunta central: que mundo aparece quando seguimos a bola com atenção?
Gondwana: A Bola Conecta apróxima África, Brasil, memória, território e futebol. Seleções Gondwana continua esse gesto: transformar a circulação da bola em uma experiência de leitura, escuta, imagem e criação.

O cartaz apresenta a origem visual e afetiva desta proposta. Este guia não começa em uma lista de países: começa em uma pergunta construída pelo documentário, pela Metodologia ABC e pela trajetória da Gondwana FC - Time da Educação.
A Copa 2026 amplia essa pergunta para países, territórios, histórias e comunidades que podem ser lidos pela bola.
A Metodologia ABC - Audiovisual, Bola e Câmera foi apresentada por Mônica Saraiva da Silva e Sebastián Acevedo Vásquez no artigo "Metodologia ABC - Audiovisual, Bola e Câmera: ferramentas alfabetizadoras em habilidades sociais", publicado na Revista do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, n. 19, em agosto de 2025.

O artigo apresenta audiovisual, bola e câmera como ferramentas alfabetizadoras em habilidades sociais para crianças, adolescentes e adultos em ambientes educacionais, esportivos, culturais, corporativos e sociais.
A formulação conecta corpo e mente, liberdade de treino, olhar crítico e criativo, identificação de emoções, elaboração de raciocínios e tomada de decisões.
Seleções Gondwana aplica essa base a um momento de alta atenção pública: a Copa como campo de investigação, produção audiovisual e mediação educativa.
A Metodologia ABC organiza uma prática de leitura e criação. O audiovisual convoca imagem, som e narrativa. A bola ativa corpo, jogo, território afetivo e cultura popular. A câmera transforma o estudante em autor de enquadramentos, registros e perguntas.
Trabalha imagem, cartaz, documentário, cena, som, montagem e memória visual. Em sala, o audiovisual ajuda a perceber como uma história ganha forma.
Ativa jogo, corpo, regra, torcida, bairro, seleção, clube e pertencimento. A bola cria uma linguagem comum para entrar em temas complexos.
Propõe olhar, enquadramento, ponto de vista, escuta, registro e autoria. A câmera orienta a pergunta: quem vê, de onde vê e o que escolhe mostrar?
Escolha uma ficha, projete a pergunta principal e peça que a turma localize o país no mapa. Finalize com uma pergunta registrada no caderno ou mural.
Use uma seleção como disparador: mapa, cultura, futebol, imagem e produção curta. A turma encerra com legenda crítica, áudio ou mini cartaz.
Organize por continente, grupo da Copa ou eixo temático. Combine pesquisa, debate, produção audiovisual e devolução coletiva.
Monte exposição, podcast, mural, campeonato cultural, festival de perguntas ou mostra de vídeos curtos inspirados nas fichas.
Vá direto para os tempos de uso e escolha uma atividade compatível com seu grupo.
As fichas são a porta de entrada do material. Cada card combina território, memória, futebol e pergunta pedagógica em um formato pensado para aula, conversa, mural, story e compartilhamento.
O que o futebol brasileiro ajuda a enxergar sobre alegria popular, desigualdade, povos indígenas e presença africana no país?
Como Marrocos revela pontes entre África, mundo árabe, Amazigh, Europa, diáspora e futebol global?
Como Cabo Verde transforma diáspora, música, crioulo e memória atlântica em pertencimento?
A sequência visual permite circular entre continentes e temas sem perder o eixo pedagógico: cada seleção funciona como entrada para pesquisar, conversar, filmar e produzir.
Como o Panamá mostra que Abya Yala também é ponte, canal, Caribe, povos indígenas e diáspora africana?
Como o Haiti muda a história do mundo quando a liberdade negra entra no centro da narrativa?
Como o Japão ajuda a pensar tradição, memória, tecnologia, cultura pop e trabalho coletivo?
O que o futebol brasileiro ajuda a enxergar sobre alegria popular, desigualdade, povos indígenas e presença africana no país?
Observar imagens, cartazes, transmissões, arquivos familiares e cenas do futebol brasileiro como narrativas visuais de país.
Usar jogo, camisa, torcida, clube, rua e seleção como linguagem comum para conversar sobre território, memória e cultura popular.
Produzir um enquadramento próprio: que Brasil aparece quando a turma escolhe o que mostrar, apróximar, cortar e narrar?
Criar três imagens com legenda crítica: uma sobre alegria popular, uma sobre desigualdade e uma sobre presença indígena ou africana no território.
Depois de ler a mediação, abra a ficha interativa do Brasil para mostrar o card em formato de story, navegar pelo carrossel e compartilhar com o grupo.
Objetivo: localizar seleções e conectar território, vizinhança, continente, língua e deslocamentos. Materiais: mapa, fichas, cartões de pergunta. Produção: mural coletivo de relações.
Objetivo: analisar símbolos, cores e narrativas visuais de uma seleção. Materiais: imagem da camisa, ficha do país, papel ou editor digital. Produção: legenda crítica da camisa.
Objetivo: apróximar Copa, família, bairro e memória oral. Materiais: roteiro curto de entrevista. Produção: áudio de até 2 minutos com uma lembrança de futebol.
Objetivo: reconhecer povos originários e nomes do continente nas seleções das Américas. Materiais: fichas, mapa das Américas, glossário. Produção: cartaz com pergunta territorial.
Objetivo: relacionar África, Caribe, Brasil, Europa e memória atlântica por meio da Copa. Materiais: fichas, linhas de conexão, fontes orientadas. Produção: mapa de travessias culturais.
Objetivo: discutir enquadramento, torcida e representação. Materiais: celular, ficha e exemplos de fotos. Produção: três fotos com legendas: perto, longe e detalhe.
Objetivo: transformar pesquisa em narrativa oral. Materiais: ficha, roteiro de 5 perguntas, gravador. Produção: episódio de 3 minutos sobre uma seleção escolhida.
Objetivo: criar uma ficha inspirada em Seleções Gondwana. Materiais: modelo de card, informações pesquisadas, imagem própria ou desenho. Produção: card com país, pergunta, eixo ABC e fonte.
A câmera do celular pode virar ferramenta de investigação. A oficina convida estudantes a produzir pequenas cenas sobre território, bola e memória, usando a Copa como ponto de partida.
Vídeo vertical de 30 a 60 segundos, card comentado, mini documentário de grupo ou exposição com QR codes.
Consentimento para imagem, proteção de crianças e adolescentes, respeito a contextos sensíveis e cuidado com as informações compartilhadas.
A lista funciona como mapa de entrada para pesquisas, conversas e atividades. Cada país pode abrir uma pergunta, uma imagem, uma memória, uma música, um jogo ou uma produção audiovisual.
A separação em duas páginas deixa a lista legível para leitura em tela, impressão e uso em sala ou oficina.
O guia também serve como ponto de partida para mediações, formações e ações culturais.
Esta página mostra como o guia pode circular em experiências de educação, cultura e esporte. O Time da Educação transforma audiovisual, bola e câmera em experiências de formação, circulação cultural e produção de conhecimento em territórios educativos.
A Gondwana FC - Time da Educação trabalha para formar pessoas, ativar perguntas, produzir imagens, conectar territórios e criar materiais que circulem entre escola, comunidade, cultura e esporte.
Sequências pedagógicas, oficinas com estudantes, formação de equipes e materiais para projetos interdisciplinares.
Mediações, exibições do documentário, rodas de conversa, oficinas audiovisuais e ações com público diverso.
A metodologia ganha força quando encontra grupos reais, perguntas locais e produção compartilhada. O guia pode apoiar oficinas, mediações, formações e projetos continuados.
Atividades com bola, memória, território e câmera para desenvolver habilidades sociais e leitura crítica do mundo.
Pesquisa aplicada, extensão, documentação de práticas e criação de materiais educativos com audiovisual, bola e câmera.
Materiais de apoio, rodas de escuta, produção audiovisual simples e devoluções públicas que valorizam a voz de cada território.
Fichas temáticas, exposições digitais, rodas de conversa e ações que conectam esporte, memória, educação e cultura.
Nome de origem Guna/Dule usado por movimentos indígenas para afirmar as Américas como terra viva e habitada por muitos povos.
Supercontinente antigo que reuniu terras hoje espalhadas pelo Sul global. No guia, funciona como imagem de conexão geológica, territorial e pedagógica.
Processos históricos, culturais e políticos ligados à presença africana e afrodescendente em diferentes territórios do mundo.
Escolha visual e narrativa que define o que aparece, o que ganha destaque e qual ponto de vista conduz a leitura.
Este guia é um convite aberto para educadoras, educadores, famílias, escolas, projetos sociais e instituições culturais usarem a Copa 2026 como campo de aprendizagem, criação e encontro. A melhor forma de começar é simples: leia uma entrada, escolha uma ficha e abra uma pergunta com o grupo.
Se o material fizer sentido para sua escola, museu, clube, projeto social ou comunidade, o próximo gesto é pequeno: escolha uma ficha, faça uma pergunta e registre o que a conversa abriu.