Educadoras, educadores, escolas, museus, clubes, projetos sociais, famílias, universidades e instituições culturais.
Seleções Gondwana
Guia completo para transformar a Copa do Mundo 2026 em conversa, pesquisa, criação audiovisual e leitura de mundo.
Apresentação
Uma Copa para ler o mundo pela bola
Este guia reúne metodologia, atividades e fichas completas em um único documento. A proposta é simples: usar a atenção que a Copa mobiliza para conversar sobre território, povos originários, diáspora africana, culturas populares, memória colonial, migrações, trabalho, pertencimento e futebol.
Escolha uma ficha, leia a pergunta educativa e abra uma conversa. Depois, transforme a conversa em pesquisa, imagem, mapa, áudio, vídeo ou mural.
Metodologia ABC
Audiovisual, Bola e Câmera
Imagem, som e narrativa para ler o mundo e registrar pontos de vista.
Jogo, camisa, torcida, clube, rua e seleção como linguagem comum.
O estudante deixa de ser apenas espectador e passa a escolher enquadramentos, perguntas e registros.
Cada ficha é uma porta de entrada para relacionar país, memória, cultura e experiência local.
Sumário das fichas
55 entradas para pesquisar e criar
O documento reúne 7 cards especiais de contexto e 48 fichas de seleções. As fichas foram pensadas para leitura em tela, impressão e mediação em sala, oficina ou roda de conversa.
Seleções Gondwana
Um guia para olhar a Copa pelo mapa profundo da Terra, dos povos, das culturas e do futebol.
Comece por uma ficha, uma pergunta ou uma atividade curta. A Copa vira entrada para conversar, pesquisar, filmar e criar.
Mapa do Gondwana
Um mapa geológico para ver Gondwana antes das fronteiras modernas.

Os países atuais não existiam naquele tempo. O mapa mostra blocos continentais e memória geológica.
Centro Digital de Geoprocessamento do Gondwana - UFRJ.
Mapa-múndi atual
O mundo atual como contraponto visual ao supercontinente antigo.

O mapa atual ajuda a localizar as seleções que disputam a Copa e a comparar fronteiras, continentes e rotas.
IBGE - mapa-múndi com continentes em proporções reais.
Recorte Gondwana
Gondwana foi o supercontinente que reuniu, há mais de 180 milhões de anos, terras hoje espalhadas pelo Sul.
Entram com vínculo forte países relacionados a territórios gondwânicos.
Deslocar a Copa para o Sul ajuda estudantes a perguntar quem narra o mundo.
Abya Yala
Um nome de origem Guna/Dule para afirmar as Américas como terra viva, madura e habitada por muitos povos.
Desloca o mapa colonial: o continente aparece como território com memória e futuro indígena.
Aiban Wagua, Takir Mamani, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa.
A Bola Conecta
O documentário que abriu esta pergunta: o que a bola carrega quando atravessa África, Brasil, memória e território?

O filme ajuda escolas a trabalhar história e cultura afro-brasileira.
As fichas ampliam, conectando povos indígenas e Abya Yala.
Outras seleções
Para entender a Copa inteira, também entram seleções fora do recorte principal de Gondwana.
A coleção inteira permite comparar continentes, histórias nacionais, culturas populares e formas de narrar o futebol.
Brasil
Parte do bloco sul-americano de Gondwana, conectado à África antes da abertura do Atlântico Sul.
Há registros de presença humana há pelo menos 12 mil anos; a Serra da Capivara reúne pesquisas importantes e debates científicos sobre ocupações ainda mais antigas.
Povos indígenas diversos, como Tupi, Guarani, Macro-Jê, Aruak, Karib e muitos outros.
A independência foi declarada em 1822, mas não significou liberdade para todos. O novo Estado manteve a escravidão, a concentração de terras e a exclusão de povos indígenas e negros. A história do Brasil também é feita por resistências indígenas, quilombos, revoltas populares, movimentos abolicionistas e lutas por democracia.
Abolição legal em 1888, com a Lei Áurea. Último país das Américas a abolir formalmente a escravidão.
Samba, capoeira, futebol de rua, festas populares, culturas indígenas e afro-brasileiras, literatura e culinárias regionais.
Participações antes de 2026: 22. Títulos: 5. Melhor campanha: campeão.
O Brasil fica no centro da Placa Sul-Americana. Tem escudos muito antigos, como o Guiano e o Brasileiro, e bacias sedimentares enormes, como Amazônica e Paraná.
A Amazônia e o Cerrado são dois dos grandes sistemas vivos do planeta.
É o próprio ponto de partida: liga América do Sul, Atlântico, África, povos indígenas, diáspora africana e futebol popular.
O que o futebol brasileiro ajuda a enxergar sobre alegria popular, desigualdade, povos indígenas e presença africana no país?
Argentina
Território do sul da América do Sul, parte do antigo bloco gondwânico sul-americano.
A presença humana no atual território argentino é registrada desde pelo menos 13 mil anos atrás, com sítios como Cueva de las Manos e outros achados patagônicos alimentando o debate regional sobre as primeiras ocupações sul-americanas.
Povos Mapuche, Guarani, Quechua, Diaguita, Tehuelche, Qom e outros grupos originários.
A independência foi declarada em 1816, em ruptura com o domínio espanhol no antigo Rio da Prata. O processo envolveu elites criollas, exércitos populares, povos indígenas, afrodescendentes e disputas internas sobre que país construir. Depois da independência, o Estado avançou sobre territórios indígenas, especialmente no sul.
A escravidão foi abolida em etapas durante o século XIX, com liberdade de ventre em 1813 e fim legal consolidado posteriormente.
Tango, literatura, mate, futebol de bairro, memória migrante, culturas indígenas e tradições regionais.
Participações antes de 2026: 18. Títulos: 3. Melhor campanha: campeão.
Tem Andes jovens e ativos na borda oeste e áreas antigas de Gondwana na Patagônia e no cráton do Rio da Prata.
A Patagônia guarda fósseis de dinossauros gigantes que ajudam a contar a história da vida no sul do continente.
Brasil e Argentina são rivais no futebol, mas também parceiros centrais no Mercosul e na história cultural do Cone Sul.
O que a camisa argentina pode revelar sobre território, migração, memória popular e povos que muitas vezes foram invisibilizados?
Uruguai
Território rioplatense dentro do bloco sul-americano de Gondwana.
Há evidências de ocupação humana no atual Uruguai há mais de 10 mil anos, especialmente em áreas de rios e planícies.
Povos Charrua, Guarani, Chaná e outros habitantes originários da região platina.
A independência se formou entre 1825 e 1828, em meio a disputas entre Brasil, Províncias Unidas do Rio da Prata e poderes locais. Artigas é uma figura central, mas o processo também envolveu população rural, afrodescendentes, indígenas e comunidades da fronteira. O país nasceu como território pequeno em uma região de grandes disputas.
Abolição gradual no século XIX, com leis que encerraram progressivamente a escravidão legal.
Candombe, mate, carnaval, futebol de clube, memória afro-uruguaia e cultura rioplatense.
Participações antes de 2026: 14. Títulos: 2. Melhor campanha: campeão.
O país tem rochas antigas do escudo cristalino e planícies ligadas à bacia do Prata.
O Uruguai é pequeno em população, mas muito forte em vida pública, cultura rioplatense, educação, direitos sociais, candombe, literatura, arte e pensamento latino-americano.
A fronteira com o Rio Grande do Sul criou uma cultura compartilhada de pampa, mate, música, comércio e futebol.
Como o Uruguai ajuda a pensar que um país não se mede só por tamanho, mas por memória, vida pública e cultura compartilhada?
Colômbia
Território do norte da América do Sul, com história geológica ligada ao bloco sul-americano e zonas de encontro tectônico.
Sítios como El Abra indicam presença humana na região andina colombiana há cerca de 12 mil anos.
Povos Muisca, Tayrona, Zenú, Wayuu, Nasa, Emberá e muitos outros.
A independência começou em 1810 e se consolidou em 1819, contra o domínio espanhol. O processo fez parte do projeto da Gran Colombia e envolveu criollos, camponeses, soldados negros, indígenas e mestiços. Depois, a formação do Estado colombiano seguiu marcada por conflitos regionais e pela diversidade de Andes, Caribe, Pacífico, Amazônia e Llanos.
A escravidão foi abolida legalmente em 1851.
Cumbia, vallenato, culturas afro-colombianas, indígenas e caribenhas, café, literatura e futebol popular.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
A Colômbia é ponto de encontro entre Andes, Caribe, Pacífico e Amazônia. Isso cria montanhas, vulcões e terremotos.
Reúne biodiversidade extraordinária em Andes, Amazônia, Caribe, Pacífico e Llanos.
Compartilha Amazônia com o Brasil e uma fronteira viva de rios, povos indígenas e circulação cultural.
Como a Colômbia mostra que um país pode ser Andes, Caribe, Amazônia, Pacífico e memória afro-indígena ao mesmo tempo?
Equador
Território andino-amazônico do bloco sul-americano, com bordas tectônicas muito ativas.
A cultura Las Vegas, na costa equatoriana, registra ocupação humana antiga, por volta de 10 mil anos atrás.
Povos Kichwa, Shuar, Achuar, Waorani, Cañari, Tsáchila e muitos outros.
A independência se conecta às lutas de 1822 e ao fim do domínio espanhol na região andina. O território fez parte da Gran Colombia antes de formar sua própria república em 1830. Povos indígenas, afrodescendentes, camponeses e cidades andinas participaram de uma história que não terminou com a independência formal.
A escravidão foi abolida legalmente em 1851.
Mundo andino, Amazônia, culturas afro-equatorianas, música, mercados populares, culinária regional e futebol em altitude.
Participações antes de 2026: 4. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
O Equador está na borda da Placa Sul-Americana, perto da Placa de Nazca. Por isso tem Andes, vulcões e as ilhas Galápagos.
Galápagos ajudou Charles Darwin a pensar a evolução das espécies.
Brasil e Equador compartilham a Amazônia como território de biodiversidade, povos indígenas e desafios ambientais.
O que muda quando olhamos o Equador como costa, serra, Amazônia e Galápagos, e não como um território de uma história só?
Paraguai
Território continental do bloco sul-americano de Gondwana, marcado por rios e interioridade.
A ocupação humana do Chaco e da bacia platina é muito antiga, com sociedades indígenas anteriores à colonização europeia e forte presença guarani no território.
Povos Guarani e outros grupos indígenas da bacia platina e do Chaco.
A independência foi declarada em 1811, em ruptura com o domínio espanhol e com disputas regionais do Rio da Prata. A formação do Paraguai é especial porque o guarani seguiu vivo como língua popular e nacional. Povos indígenas, camponeses e comunidades mestiças são parte central da identidade do país.
A escravidão terminou em etapas no século XIX, com processos legais e sociais graduais.
Língua guarani, harpistas, tereré, artesanato, memória rural, Chaco e futebol intenso.
Participações antes de 2026: 8. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
O Paraguai fica no interior da Placa Sul-Americana e tem áreas da Bacia do Paraná e do Chaco.
É um dos poucos países americanos onde uma língua indígena é falada por grande parte da população.
Compartilha fronteira, rios, Itaipu, comunidades bilíngues e forte circulação de pessoas com o Brasil.
Como uma língua indígena viva muda o modo de imaginar uma nação, uma escola e uma seleção?
África do Sul
Parte do sul africano que esteve ligado à América do Sul no antigo Gondwana.
A região reúne registros paleoantropológicos centrais para estudar a evolução humana, incluindo fósseis de hominíneos no Berço da Humanidade.
Povos Khoisan, San, Khoikhoi, Zulu, Xhosa, Sotho, Tswana e muitos outros.
O Estado moderno foi moldado por colonização neerlandesa e britânica, guerras, mineração e apartheid. A liberdade política só ganhou novo marco em 1994, com o fim legal do apartheid e as primeiras eleições democráticas amplas. Povos africanos, comunidades negras, mestiças, indianas e movimentos antiapartheid foram protagonistas dessa virada.
A escravidão foi abolida no Império Britânico em 1834, mas o país manteve sistemas profundos de segregação e trabalho coercitivo.
Música, línguas diversas, memória antiapartheid, rugby, futebol, dança, literatura e culturas urbanas.
Participações antes de 2026: 3. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
Tem o Cráton Kaapvaal, um núcleo muito antigo da crosta terrestre, e rochas que ajudam a contar a história de Gondwana.
O país superou legalmente o apartheid em 1994, mas ainda enfrenta marcas profundas dessa história.
Brasil e África do Sul se conectam pelo Atlântico Sul, pelo BRICS e por agendas comuns do Sul Global.
Como falar de esporte na África do Sul sem separar bola, apartheid, resistência e democracia?
Gana
Território da África ocidental dentro do grande bloco africano ligado a Gondwana.
O território de Gana integra uma região oeste-africana de ocupação antiga, com histórias ligadas a povos akan, ga, ewe, dagomba e outros grupos antes e depois dos grandes reinos regionais.
Povos Akan, Ewe, Ga-Dangme, Mole-Dagbani e outros.
A independência veio em 1957, contra o domínio britânico, e virou símbolo do pan-africanismo. Kwame Nkrumah e muitos movimentos populares defenderam que a liberdade política deveria servir à dignidade africana. O país também carrega memórias anteriores de reinos, comércio, resistência e diáspora.
A escravidão colonial e o tráfico atlântico marcaram fortemente a região; a abolição dependeu de processos ligados ao Império Britânico e ao fim do tráfico.
Kente, highlife, afrobeat, memória dos fortes costeiros, mercados, oralidade e futebol popular.
Participações antes de 2026: 4. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
Gana fica sobre rochas antigas do Cráton Oeste-Africano e é conhecido por ouro e minerais.
A independência de 1957 fez de Gana uma referência do ciclo africano de descolonização no pós-guerra.
Há conexão forte pela diáspora africana, pela memória do Atlântico e por culturas afro-brasileiras que dialogam com a África Ocidental.
Como Gana ajuda a transformar memória da diáspora africana em cultura viva, educação e pertencimento?
Senegal
Parte da África ocidental, inserida na longa história geológica africana ligada a Gondwana.
A região senegalesa tem ocupação humana antiga e longa história de sociedades sahelianas, povos wolof, serer, pulaar, diola e rotas atlânticas e saariana.
Povos Wolof, Serer, Pulaar, Diola, Mandinka e outros.
A independência ocorreu em 1960, depois da colonização francêsa e da breve Federação do Mali. O processo juntou política moderna, cultura, sindicatos, estudantes e projetos africanos de autonomia. A formação nacional convive com línguas e povos diversos, como wolof, serer, pulaar, diola e mandinka.
História marcada por tráfico atlântico, escravidão interna e abolições ligadas ao império colonial francês no século XIX.
Teranga, mbalax, griôs, luta senegalesa, islamismo sufista, pesca, literatura e futebol.
Participações antes de 2026: 3. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
O Senegal fica em uma margem atlântica sedimentar, com bacias costeiras ligadas à abertura do Atlântico.
A palavra teranga expressa uma ideia forte de hospitalidade senegalesa.
A conexão passa pelo Atlântico Negro, pela música, pela diáspora africana e pelo futebol.
Como a ideia de teranga pode ensinar sobre hospitalidade, comunidade e pertencimento para além do futebol?
Egito
Norte da África, com história geológica complexa dentro da placa africana e margens antigas.
O Vale do Nilo tem ocupação humana antiga; sociedades agrícolas aparecem há mais de 7 mil anos.
Populações do vale do Nilo e dos desertos, egípcios, núbios, povos berberes e outras comunidades históricas e contemporâneas.
A independência moderna foi reconhecida em 1922, após domínio britânico, mas a presença estrangeira e a monarquia continuaram influentes. A revolução de 1952 abriu outro ciclo, com república, nacionalismo árabe e controle do Canal de Suez. O Egito conecta continuidades do vale do Nilo, Estado antigo, colonialismo moderno, mundo árabe e África.
A escravidão e o tráfico foram enfrentados por convenções e medidas no fim do século XIX, com destaque para 1877 e 1895, mas a coerção laboral e as hierarquias sociais não desapareceram de uma vez.
Nilo, escrita antiga, cinema, música árabe, literatura, culinária, religião e futebol de clubes gigantes.
Participações antes de 2026: 3. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O Egito combina Vale do Nilo, desertos e margens do Mar Vermelho. O Nilo corta áreas áridas e sustenta a vida há milênios.
As pirâmides de Gizé são monumentos conhecidos mundialmente, mas o Egito contemporâneo também é cinema, música, literatura, ciência, religião, trabalho e vida urbana.
Brasil e Egito dialogam no Sul Global, no comércio, na diplomacia e no futebol popular.
Como o Egito ajuda a conversar sobre tempo antigo, mundo árabe, África e vida contemporânea no mesmo território?
Marrocos
Noroeste africano, em zona de encontro entre África, Atlântico, Mediterrâneo e histórias tectônicas complexas.
A região tem registros humanos muito antigos; Jebel Irhoud revelou fósseis de Homo sapiens com cerca de 300 mil anos.
Povos Amazigh, árabes e comunidades diversas do Magrebe e de regiões saariana-atlânticas.
A independência da França e da Espanha veio em 1956, mas o país tem uma história estatal muito anterior. A formação moderna envolve monarquia, luta anticolonial, povos amazigh, comunidades árabes, diáspora e questões territoriais sensíveis. Marrocos é ponte entre África, mundo árabe, Atlântico, Mediterrâneo e Europa.
A ficha evita uma data única: a escravidão persistiu em formas diversas até o século XX, inclusive sob o protetorado, e seu enfrentamento foi gradual, desigual e ligado a mudanças políticas e sociais.
Amazigh, árabe marroquino, medinas, música gnawa, culinária, deserto, montanhas e futebol de diáspora.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: 4º lugar em 2022.
Marrocos reúne Atlas, Rif, Saara e margens atlânticas, em zona de encontro entre África, Mediterrâneo e Atlântico.
A campanha de 2022 marcou a chegada inédita de uma seleção africana à semifinal de uma Copa do Mundo.
Brasil e Marrocos têm ligações pelo Atlântico, pelo comércio e por uma admiração futebolística mútua.
Como Marrocos revela pontes entre África, mundo árabe, Amazigh, Europa, diáspora e futebol global?
Argélia
Norte africano dentro da placa africana, com Saara, Mediterrâneo e margens geológicas complexas.
O norte da África tem ocupação humana muito antiga; sítios argelinos registram presença humana de centenas de milhares de anos.
Povos Amazigh, árabes, tuaregues e outras comunidades.
A independência veio em 1962, depois de uma guerra muito dura contra a colonização francêsa. A luta argelina envolveu guerrilha, trabalhadores, mulheres, camponeses, intelectuais e diáspora. É uma das histórias anticoloniais mais importantes do século XX.
A ficha evita uma data única: a história envolve escravidão mediterrânea, tráfico transaariano e abolição formal ligada ao domínio francês, sem apagar continuidades sociais e desigualdades locais.
Raï, cultura amazigh, memória anticolonial, Saara, cidades mediterrâneas e futebol de diáspora.
Participações antes de 2026: 4. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
A Argélia tem Atlas, Saara e grandes bacias sedimentares com petróleo e gás.
A guerra de independência argelina marcou profundamente o século XX.
A conexão positiva passa por relações Sul-Sul, energia, diplomacia e futebol de diáspora.
Como uma seleção pode carregar memória de guerra, diáspora, luta anticolonial e desejo de dignidade?
Tunísia
Norte da África, margem mediterrânea da placa africana com história geológica e cultural de encontros.
A região tunisiana tem ocupação humana antiga e depois foi centro fenício-cartaginês no Mediterrâneo.
Povos Amazigh, fenícios/cartagineses, árabes e comunidades mediterrâneas.
A independência da França veio em 1956, depois de mobilização política, sindical e cultural. A formação moderna envolve mundo árabe, cultura amazigh, Mediterrâneo e reformas de Estado. A Tunísia também tem a marca histórica de ter abolido a escravidão em 1846.
A Tunísia aboliu a escravidão por decreto em 1846, no governo de Ahmed Bey, marco documentado pela UNESCO como parte de um processo iniciado em 1841.
Cartago, medinas, música malouf, culinária, Mediterrâneo, deserto e futebol popular.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
A Tunísia combina margem mediterrânea, Atlas tunisiano e áreas semiáridas ligadas ao Saara.
A Tunísia aboliu a escravidão em 1846, uma data muito precoce na região.
Brasil e Tunísia têm conexão por diplomacia, comércio e circulação cultural mediterrânea-afro-latina.
Como a Tunísia ajuda a pensar África, Mediterrâneo, mundo árabe, liberdade e reformas sociais?
Costa do Marfim
África ocidental, parte do bloco africano associado à longa história de Gondwana.
O atual território marfinense integra a história de longa duração da África Ocidental, com povos akan, mandé, kru e gur e redes agrícolas, comerciais e culturais anteriores à colonização francêsa.
Povos Akan, Kru, Mandé, Gur e outros grupos.
A independência veio em 1960, após domínio francês. O Estado, oficialmente Côte d'Ivoire e conhecido em português como Costa do Marfim, se formou em um território de muitos povos, línguas e economias ligadas ao cacau, à cidade e ao campo. A história política recente também mostra tensões sobre identidade, migração e pertencimento.
História marcada por escravidão regional, tráfico atlântico e abolições ligadas ao domínio colonial francês.
Coupé-décalé, máscaras, cacau, cidades costeiras, culturas diversas e futebol de grandes gerações.
Participações antes de 2026: 3. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O país fica sobre rochas antigas do Cráton Oeste-Africano e tem zonas ricas em minerais.
Côte d’Ivoire, conhecida em português como Costa do Marfim, tem o cacau como elemento central da economia e da vida social.
A conexão com o Brasil passa pela África Ocidental, pela diáspora, pela cultura afro-atlântica e pelo futebol.
Como música, cidade, trabalho no campo e futebol contam diferentes histórias da Costa do Marfim?
República Democrática do Congo
África central, com território dentro do antigo bloco africano ligado a Gondwana.
A bacia do Congo tem presença humana antiga, mas datas por território exigem fonte arqueológica específica.
Povos Kongo, Luba, Mongo, Mangbetu, Azande e muitos outros.
A independência veio em 1960, após a violência extrema do Estado Livre do Congo e da colonização belga. Patrice Lumumba virou símbolo da luta por soberania africana. O país nasceu com enorme riqueza natural, mas também com pressões externas, conflitos internos e disputas por minerais.
A região sofreu formas extremas de trabalho forçado colonial; falar de escravidão exige incluir exploração, violência e extrativismo.
Rumba congolesa, línguas nacionais, rio Congo, mineração, literatura, dança e futebol.
Participações antes de 2026: 1, em 1974, quando competiu como Zaire. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
A RDC abriga a Bacia do Congo, escudos antigos e grandes reservas minerais, como cobre, cobalto e coltan.
O rio Congo forma um dos grandes sistemas fluviais do planeta.
Brasil e Congo compartilham desafios de floresta tropical, rios gigantes, biodiversidade e justiça socioambiental.
Como contar a história congolesa sem apagar a violência colonial e sem reduzir o país à dor?
Austrália
Fragmento clássico de Gondwana, separado progressivamente da Antártica e de outros blocos.
Povos aborígenes vivem no continente há pelo menos 50 mil anos, segundo pesquisas arqueológicas amplamente citadas.
Povos aborígenes australianos e ilhéus do Estreito de Torres, no plural, com culturas, línguas e territórios de enorme antiguidade.
A federação aconteceu em 1901 dentro do Império Britânico, e a autonomia jurídica veio em etapas. Mas a história do país começa muito antes, com povos aborígenes e ilhéus do Estreito de Torres. A formação do Estado australiano inclui colonização, remoção de crianças indígenas, tomada de terras e lutas atuais por reconhecimento e soberania.
A escravidão formal não é o eixo principal; a história inclui colonização, remoções, trabalho forçado e violência contra povos originários.
Culturas aborígenes e de ilhéus do Estreito de Torres, arte rupestre, línguas em revitalização, cidades multiculturais, esportes diversos e futebol em crescimento.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
A Austrália é um fragmento clássico de Gondwana, com crátons muito antigos e grande estabilidade tectônica.
A Grande Barreira de Corais é um sistema de recifes de escala excepcional e reconhecido mundialmente.
Brasil e Austrália compartilham temas de povos originários, biodiversidade, esportes e grandes territórios continentais.
O que significa jogar por um país construído sobre territórios indígenas muito mais antigos?
Nova Zelândia
Fragmento de Zealandia, massa continental associada à fragmentação de Gondwana.
A chegada polinésia que formou o povo maori ocorreu por volta dos séculos XIII e XIV.
Povo Maori e comunidades polinésias, além de migrações posteriores.
A formação colonial se organizou a partir do Tratado de Waitangi, em 1840, entre a Coroa britânica e lideranças maori. A independência política veio em etapas, mas o debate sobre soberania maori segue vivo. A história do país é inseparável de Aotearoa, nome maori da terra.
A escravidão atlântica não é eixo central; a história envolve colonização, terra, soberania Maori e tratados.
Te ao Maori, haka, rugby, futebol, natureza insular, música, cinema e culturas do Pacífico.
Participações antes de 2026: 2. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
A Nova Zelândia é parte visível de Zealandia, um continente quase todo submerso ligado à fragmentação de Gondwana.
O haka maori se tornou símbolo global por meio do esporte, especialmente o rugby.
A conexão positiva está no esporte, em povos originários, educação ambiental e cooperação no Pacífico-Sul Global.
Como o esporte pode dialogar com soberania Maori, língua, território e identidade do Pacífico?
Arábia Saudita
A Península Arábica se separou da África em tempos geológicos mais recentes; é margem antiga com relação complexa com Gondwana.
A Península Arábica tem registros muito antigos de circulação humana entre África e Ásia; datas locais precisam ser tratadas com fonte arqueológica específica.
Povos árabes da península, comunidades beduínas, urbanas, oasis e costeiras.
O reino moderno foi consolidado em 1932, unindo regiões da Península Arábica sob a liderança da Casa Saud. A formação do país está ligada ao Islã, às cidades sagradas, às rotas do deserto e depois ao petróleo. É um caso diferente dos processos de independência colonial clássicos.
A escravidão foi abolida oficialmente em 1962.
Islã, árabe, poesia, deserto, cidades sagradas, café, hospitalidade e futebol de clubes fortes.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
A Arábia fica na Placa Arábica, que se separou da África com a abertura do Mar Vermelho.
Meca e Medina são as duas cidades mais sagradas do Islã.
A conexão com o Brasil aparece no comércio, energia, diplomacia e no futebol, com jogadores e técnicos brasileiros atuando no país.
Como olhar para a Arábia Saudita sem reduzir o país a petróleo, riqueza ou deserto?
Catar
Península Arábica e margem do Golfo, com história geológica conectada a placas e mares antigos.
A arqueologia do Catar registra comunidades costeiras antigas ligadas à pesca, ao comércio marítimo, às pérolas e a assentamentos pré-islâmicos no Golfo.
Comunidades árabes costeiras, pescadores, mergulhadores de pérolas, beduínos e populações migrantes contemporâneas.
A independência veio em 1971, após o fim do protetorado britânico no Golfo. Antes disso, o território era marcado por pesca, pérolas, rotas marítimas e comunidades costeiras. O gás natural transformou o país em ator global muito rapidamente.
A escravidão foi abolida oficialmente em 1952. Sem equiparar temas diferentes, a ficha permite discutir também trabalho migrante, cidadania e direitos no Golfo contemporâneo.
Pérolas, deserto, Golfo, arquitetura, islamismo, migrações, gás natural e futebol pós-2022.
Participações antes de 2026: 1. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O Catar é uma península baixa no Golfo, com rochas sedimentares e grandes reservas de gás natural.
Sediou a Copa do Mundo de 2022.
A conexão com o Brasil ficou forte no futebol, em eventos esportivos e em relações comerciais.
O que o Catar nos faz perguntar sobre trabalho migrante, riqueza, território pequeno e imagem global?
Jordânia
Território de encontro entre placa arábica, Levante e antigas margens tectônicas; relação com Gondwana deve ser tratada como complexa.
O território tem ocupação humana muito antiga; o Levante é uma rota central de saída da África e tem sítios pré-históricos importantes.
Comunidades árabes, beduínas, levantinas e povos antigos da região, como nabateus e outros.
A independência veio em 1946, depois do mandato britânico. O Estado moderno se formou no Levante, região de rotas antigas, povos árabes, comunidades beduínas e fronteiras desenhadas no século XX. Petra lembra que a história do território é muito anterior ao Estado atual.
A ficha não usa uma data única comparável à escravidão atlântica; o tema é apresentado como história regional ligada ao Império Otomano, ao mandato britânico e a reformas legais.
Petra, deserto, hospitalidade, culinária levantina, música, cidades antigas e futebol em estreia mundial.
Participações antes de 2026: 0. Títulos: 0. Melhor campanha: primeira participação em 2026.
A Jordânia está perto do Rift do Mar Morto, uma grande fratura da crosta terrestre.
Petra, cidade nabateia escavada na rocha, é Patrimônio Mundial da UNESCO.
A conexão positiva passa por comunidades árabe-brasileiras, comércio, cultura e diálogo entre Brasil e Oriente Médio.
Como uma estreia em Copa pode abrir conversa sobre território, refúgio, arqueologia e fronteiras modernas?
Iraque
Território geologicamente misto, ligado à placa arábica, margens antigas e história tectônica complexa.
A Mesopotâmia tem ocupação humana muito antiga e cidades históricas como Uruk, fundamentais para estudar urbanização, escrita e agricultura.
Sumérios, acádios, assírios, babilônios, árabes, curdos, turcomanos e muitas comunidades históricas.
O Estado moderno se tornou independente em 1932, após mandato britânico e séculos de domínio otomano. Mas o território da Mesopotâmia tem cidades, escrita, agricultura e impérios muito antigos. A formação do Iraque moderno reúne árabes, curdos, assírios, turcomanos, yazidis e outras comunidades.
A ficha trata o tema como processo: escravidão e práticas servis atravessaram o período otomano e foram enfrentadas no mandato britânico e no Estado moderno iraquiano, sem comparação simples com o Atlântico.
Mesopotâmia, rios Tigre e Eufrates, poesia, música maqam, culinária, arqueologia e futebol de resistência.
Participações antes de 2026: 1. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O Iraque fica entre a Placa Arábica e a zona de colisão com a Eurásia. Tem planícies dos rios Tigre e Eufrates e grandes campos de petróleo.
É parte da Mesopotâmia, chamada muitas vezes de berço das cidades e da escrita.
A conexão positiva passa por comunidades árabes no Brasil, diplomacia, história das migrações e cultura alimentar.
Como o Iraque mostra que uma seleção pode carregar milhares de anos de história antes do Estado moderno?
Estados Unidos
Fora do recorte gondwânico principal desta série, entra como anfitrião da Copa e como território de Abya Yala.
Há presença humana nas Américas há milhares de anos; no atual território dos EUA, sítios arqueológicos indicam ocupações muito antigas e diversas.
Povos Navajo, Cherokee, Lakota, Haudenosaunee, Pueblo, Choctaw, Coast Salish e muitos outros, junto a comunidades afro-americanas, latinas, asiáticas e migrantes.
A independência foi declarada em 1776 contra o domínio britânico, mas o novo Estado manteve escravidão, expansão territorial e remoção violenta de povos indígenas. A formação do país também inclui resistência indígena, luta negra por liberdade, migrações, movimentos trabalhistas, direitos civis e disputas sobre quem pertence à nação.
A escravidão foi abolida legalmente em 1865, após a Guerra Civil, mas a segregação e o racismo seguiram marcando a vida social.
Jazz, blues, hip-hop, cinema, culturas indígenas, diáspora africana, culturas latinas, universidades, tecnologia, movimentos sociais e esportes populares.
Participações antes de 2026: 11. Títulos: 0. Melhor campanha: semifinal em 1930; reconhecido historicamente como terceiro lugar.
O país reúne escudos antigos, Montanhas Rochosas, bacias sedimentares, vulcões, desertos, grandes planícies e margens atlântica e pacífica.
Como anfitrião da Copa 2026, o país permite discutir esporte global, indústria cultural, migração e as contradições de uma democracia construída sobre terras indígenas.
Brasil e Estados Unidos se conectam por migração, cultura pop, ciência, diplomacia, futebol feminino e disputas sobre democracia, desigualdade e direitos.
Como ler os Estados Unidos juntando povos originários, diáspora africana, migração, indústria cultural e desigualdade?
México
Fora do recorte gondwânico principal, mas central para Abya Yala e para a Copa de 2026 como país anfitrião.
O território mexicano tem ocupação humana muito antiga e civilizações como olmeca, maia, zapoteca, mexica e muitas outras.
Povos Nahua, Maya, Zapoteca, Mixteca, Otomí, Purépecha, Yaqui e muitos outros.
A independência foi consumada em 1821, depois de uma longa luta contra o domínio espanhol. A formação mexicana mistura civilizações originárias, colonização, mestiçagens, comunidades afrodescendentes, reformas, revoluções e fortes disputas por terra e soberania.
A escravidão foi abolida em 1829, em processo ligado à construção da república mexicana.
Milho, Dia dos Mortos, muralismo, música popular, línguas indígenas, culinária, cinema, luta livre e futebol de estádio cheio.
Participações antes de 2026: 17. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
O México está em zona tectônica ativa, com vulcões, terremotos, serras, desertos e costas nos oceanos Pacífico e Atlântico-Caribe.
O Estádio Azteca volta a receber a Copa e permite contar futebol junto com cidade, memória indígena, muralismo, migração e cultura popular.
Brasil e México conectam Abya Yala por cultura popular, cinema, futebol, diplomacia latino-americana e defesa de patrimônios indígenas.
Como o México mostra que Abya Yala é memória indígena, cidade, comida, arte e futebol ao mesmo tempo?
Canadá
Fora do recorte gondwânico principal, entra como anfitrião e como território de Abya Yala no norte do continente.
Primeiras Nações, Inuit e Métis têm presença histórica profunda em paisagens árticas, florestais, costeiras e de pradarias.
Primeiras Nações, Inuit e Métis, com muitos povos, línguas e territórios, junto a comunidades francófonas, anglófonas, negras, asiáticas e migrantes.
A Confederação de 1867 criou o Estado canadense moderno dentro do Império Britânico. Mas a história do território começa muito antes, com povos indígenas. A formação nacional inclui tratados, colonização, escolas residenciais, migração, bilinguismo e lutas atuais por reparação e soberania indígena.
A escravidão foi abolida no Império Britânico em 1834; antes disso, pessoas negras e indígenas foram escravizadas no território canadense.
Culturas indígenas, francês e inglês, comunidades negras e migrantes, hóquei, literatura, cinema, música, paisagens boreais e futebol em crescimento.
Participações antes de 2026: 2. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O Escudo Canadense é uma formação rochosa muito antiga; o país também tem Ártico, Montanhas Rochosas e grandes lagos.
Como anfitrião da Copa 2026, o Canadá ajuda a conversar sobre tratados, escolas residenciais, reparação, migração e línguas indígenas.
Brasil e Canadá dialogam em educação, migração, meio ambiente, povos indígenas, ciência, esporte e responsabilidade climática.
Como um país anfitrião pode mostrar as feridas e responsabilidades da colonização no norte de Abya Yala?
Japão
Fora do recorte gondwânico principal, entra para ampliar a leitura global da Copa pela Ásia.
O arquipélago tem ocupação muito antiga, com culturas Jomon e Yayoi entre as bases históricas.
Povo Yamato, Ainu, Ryukyuan/Okinawano e outras comunidades históricas.
O Japão moderno foi consolidado com a Restauração Meiji, em 1868, quando o país acelerou industrialização e centralização estatal. A história também inclui povos Ainu e Ryukyuan, império, guerras, derrota em 1945, reconstrução e cultura tecnológica contemporânea.
A escravidão não é o eixo principal da ficha; a história envolve hierarquias sociais, imperialismo, trabalho forçado e memória de guerra.
Mangá, cinema, tecnologia, literatura, xintoísmo, budismo, culinária, artes marciais, design, beisebol e futebol técnico.
Participações antes de 2026: 7. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
O Japão fica no encontro de placas tectônicas, por isso tem terremotos, vulcões, tsunamis e montanhas.
É uma das seleções asiáticas mais constantes em Copas recentes.
A comunidade nipo-brasileira é uma diáspora japonesa de grande relevância histórica, criando pontes de migração, comida, agricultura, família e futebol.
Como o Japão ajuda a pensar tradição, memória, tecnologia, cultura pop e trabalho coletivo?
Irã
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela força histórica e cultural da Ásia Ocidental.
O planalto iraniano tem ocupação humana antiga e foi centro de impérios, rotas comerciais e cidades históricas.
Persas, azeris, curdos, lures, balúchis, árabes, turcomanos e outros povos.
O Irã tem história estatal antiga, ligada à Pérsia e a impérios de grande influência. O século XX trouxe monarquia, interferência estrangeira, petróleo, revolução de 1979 e disputas sobre religião, Estado, mulheres, juventude e liberdade.
Práticas de escravidão e servidão foram encerradas em processos graduais; o foco da ficha é formação estatal, petróleo, império e sociedade contemporânea.
Poesia persa, tapetes, cinema, arquitetura, Nowruz, ciência histórica, culinária, música e futebol muito popular.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O Irã está em zona de colisão entre placas, com montanhas, terremotos, desertos e grandes reservas de petróleo e gás.
Nowruz, o ano novo persa, é celebrado por milhões de pessoas em vários países.
A conexão passa por diplomacia, comércio, cultura persa, energia e futebol como linguagem popular.
Como o futebol iraniano carrega poesia, política, juventude e identidade nacional?
Coreia do Sul
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela presença asiática e pela história de divisão da península coreana.
A península coreana tem ocupação antiga e longa história de reinos, cidades, agricultura e cultura escrita.
Povo coreano, com história de reinos antigos, línguas e culturas próprias.
A Coreia foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945. Depois da Segunda Guerra, a península foi dividida, e a Guerra da Coreia marcou profundamente o país. A Coreia do Sul se transformou em potência industrial, cultural e tecnológica, com memória de autoritarismo, protestos democráticos e trabalho coletivo.
A escravidão não é o eixo principal; a história inclui sistemas de servidão antigos, colonização japonesa, guerra e industrialização acelerada.
Hangul, K-pop, cinema, tecnologia, taekwondo, culinária, literatura, memória democrática e futebol veloz.
Participações antes de 2026: 11. Títulos: 0. Melhor campanha: 4º lugar em 2002.
A Coreia do Sul fica em península montanhosa, com costas, ilhas e rochas antigas do leste asiático.
Chegou à semifinal da Copa de 2002, quando foi coanfitriã.
Brasil e Coreia do Sul se conectam por tecnologia, cultura pop, comércio, educação e futebol.
Como uma seleção pode carregar colonização, divisão, tecnologia e cultura pop global?
Uzbequistão
Fora do recorte gondwânico principal, entra como estreia da Ásia Central na Copa.
A Ásia Central tem ocupação antiga e cidades ligadas às rotas da seda, como Samarcanda e Bukhara.
Uzbeques, tajiques, cazaques, caracalpaques, russos e outras comunidades.
O território fez parte de rotas da seda, impérios islâmicos, cidades como Samarcanda e Bukhara, Império Russo e União Soviética. A independência veio em 1991, com o fim da URSS. A formação atual mistura memória turco-persa, islamismo, vida rural, cidades antigas e Estado pós-soviético.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca rotas comerciais, impérios, colonialismo russo-soviético e independência recente.
Samarcanda, Bukhara, azulejos, música maqom, algodão, culinária, ciência medieval islâmica e futebol de estreia.
Participações antes de 2026: 0. Títulos: 0. Melhor campanha: primeira participação em 2026.
O país é continental, com desertos, montanhas próximas, bacias interiores e desafios ligados ao Mar de Aral.
Estreia em uma Copa do Mundo.
A conexão é mais recente e passa por diplomacia, comércio, esporte e curiosidade mútua entre Sul Global e Ásia Central.
O que muda quando a Copa abre espaço para a Ásia Central contar suas cidades, línguas e memórias?
Cabo Verde
Arquipélago africano atlântico, fora do bloco continental principal, mas conectado à história do Atlântico e da diáspora.
Não há consenso sobre povoamento permanente anterior à colonização portuguêsa no século XV; a formação histórica conhecida se consolidou no Atlântico colonial.
Povo cabo-verdiano formado por encontros africanos, europeus e atlânticos; não há consenso sobre povoamento permanente anterior à colonização portuguêsa.
As ilhas foram colonizadas por Portugal a partir do século XV e viraram ponto estratégico do Atlântico, incluindo tráfico de pessoas escravizadas. A independência veio em 1975, ligada à luta anticolonial compartilhada com a Guiné-Bissau. A formação cabo-verdiana combina crioulidade, diáspora, seca, migração e música.
A escravidão marcou a colonização das ilhas e foi encerrada no século XIX dentro do império português.
Morna, coladeira, Cesária Évora, crioulo cabo-verdiano, diáspora e morabeza: o acolhimento, a hospitalidade e o jeito cabo-verdiano de estar junto.
Participações antes de 2026: 0. Títulos: 0. Melhor campanha: primeira participação em 2026.
Cabo Verde é arquipélago vulcânico no Atlântico, com ilhas formadas por atividade geológica oceânica.
Estreia em uma Copa do Mundo.
Brasil e Cabo Verde compartilham língua portuguêsa, Atlântico, música, migração, futebol e laços afro-diaspóricos.
Como Cabo Verde transforma diáspora, música, crioulo e memória atlântica em pertencimento?
Inglaterra
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela história do futebol moderno e pelo peso colonial britânico.
O território da Inglaterra tem ocupação humana pré-histórica, com monumentos como Stonehenge e camadas celtas, romanas, anglo-saxãs e normandas.
Camadas celtas, romanas, anglo-saxãs e normandas, junto a comunidades negras, asiáticas, caribenhas, europeias e migrantes, formam a sociedade inglêsa contemporânea.
A Inglaterra se formou como reino medieval e hoje é uma nação constitutiva do Reino Unido, com seleção própria na FIFA. Sua história moderna inclui industrialização, colonização, escravidão atlântica, migração pós-colonial, conflitos de classe e instituições do futebol moderno.
O tráfico britânico foi abolido em 1807 e a escravidão no Império Britânico em 1834, depois de lutas de pessoas escravizadas e movimentos abolicionistas.
Futebol de clubes, literatura, música, teatro, culturas migrantes, universidades, indústria e debates sobre memória imperial.
Participações antes de 2026: 16. Títulos: 1. Melhor campanha: campeão.
A Inglaterra tem bacias sedimentares, costas, colinas antigas e registros geológicos importantes para a história da ciência.
A Inglaterra codificou regras modernas do futebol no século XIX e compete na FIFA com seleção própria.
Brasil e Inglaterra se encontram no futebol, na música, na língua global, em relações comerciais e no debate sobre colonialismo e migrações.
Como uma seleção de uma nação constitutiva do Reino Unido ajuda a pensar futebol moderno, classe, migração e memória imperial?
França
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela força futebolística e pela história colonial que atravessa sua seleção.
O território tem ocupação humana antiga, com arte paleolítica como Lascaux e muitas camadas pré-históricas.
Franceses, bretões, corsos, bascos, occitanos e muitas comunidades vindas de África, Caribe, Ásia e Magrebe.
A França moderna nasce de monarquia, Revolução Francesa, república, império e colonialismo. Sua seleção expressa uma sociedade marcada por imigração, periferias urbanas, debates sobre laicidade, racismo, memória colonial e direitos sociais.
A escravidão nas colônias francêsas foi abolida definitivamente em 1848, após reviravoltas e resistências de pessoas escravizadas, como no Haiti.
Literatura, cinema, filosofia, culinária, rap, periferias, arte, ciência, revoluções políticas e futebol multicultural.
Participações antes de 2026: 16. Títulos: 2. Melhor campanha: campeão.
A França combina Alpes, Pireneus, bacias sedimentares, Maciço Central vulcânico e costas atlântica e mediterrânea.
Sua seleção recente mostra forte presença de famílias de origem africana, caribenha e migrante.
Brasil e França se conectam pela Guiana Francesa, Amazônia, ciência, cultura, futebol e debates sobre colonialismo.
Como a seleção francêsa revela África, Caribe, Europa, periferia e república no mesmo uniforme?
Espanha
Fora do recorte gondwânico principal, entra pelo elo histórico com Abya Yala e pela força do futebol europeu.
A Península Ibérica tem ocupação humana antiga, com sítios paleolíticos e presença de muitos povos mediterrâneos.
Castelhanos, catalães, bascos, galegos, andaluzes, ciganos e outras comunidades.
A Espanha moderna se formou com reinos ibéricos, expulsões religiosas, império colonial nas Américas, ditadura franquista e democracia recente. Sua história está diretamente ligada à colonização de muitos territórios de Abya Yala.
A escravidão em territórios espanhóis foi abolida em etapas, com Cuba mantendo escravidão até 1886.
Línguas regionais, flamenco, literatura, cinema, arquitetura, futebol de posse, memória republicana e debates sobre plurinacionalidade.
Participações antes de 2026: 16. Títulos: 1. Melhor campanha: campeão.
A Espanha tem planaltos, Pirineus, sistemas montanhosos, bacias sedimentares e ilhas vulcânicas como as Canárias.
Sua história colonial está diretamente ligada a muitos países de Abya Yala.
Brasil dialoga com a Espanha pela Ibero-América, migração, universidades, cultura, futebol e história colonial comparada.
Como falar da Espanha na Copa sem esquecer sua relação colonial com Abya Yala?
Alemanha
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela história política europeia e pela tradição futebolística.
A Europa Central tem ocupação humana muito antiga; o território alemão guarda sítios pré-históricos e camadas germânicas, romanas e eslavas.
Comunidades germânicas, eslavas, judaicas, turcas, curdas e muitos grupos migrantes compõem a sociedade.
A unificação alemã ocorreu em 1871. Depois vieram império, colonialismo, nazismo, Holocausto, divisão em duas Alemanhas e reunificação em 1990. A formação contemporânea exige memória crítica, democracia, migração e responsabilidade histórica.
A escravidão colonial alemã não teve a mesma escala de outros impérios europeus, mas o colonialismo alemão produziu violência extrema, como no genocídio contra Herero e Nama.
Filosofia, ciência, música, indústria, memória do Holocausto, cultura turco-alemã, futebol organizado e debates sobre democracia.
Participações antes de 2026: 20. Títulos: 4. Melhor campanha: campeão.
A Alemanha combina planícies do norte, maciços antigos, bacias sedimentares, Alpes ao sul e rios importantes.
É uma das seleções mais vencedoras da história das Copas.
Brasil e Alemanha têm laços de migração, ciência, indústria, futebol e memória histórica.
Como uma camisa vencedora também pode carregar memória histórica, responsabilidade e reconstrução democrática?
Portugal
Fora do recorte gondwânico principal, mas ligado ao Brasil, à África e ao Atlântico pela história colonial portuguêsa.
O território tem ocupação antiga, com presença paleolítica, povos pré-romanos, romanos, visigodos e islâmicos.
Portugueses, mirandeses, comunidades afrodescendentes, brasileiras, cabo-verdianas, angolanas, guineenses e outras.
Portugal se formou como reino no século XII e depois criou um império atlântico e marítimo. A história moderna inclui colonização, tráfico de pessoas escravizadas, ditadura salazarista, Revolução dos Cravos e forte relação com países de língua portuguêsa.
Portugal aboliu o tráfico e a escravidão em etapas no século XIX, mas sua economia imperial foi profundamente ligada à escravidão atlântica.
Língua portuguêsa, fado, literatura, navegação, azulejos, culturas lusófonas, migração e futebol de grandes craques.
Participações antes de 2026: 8. Títulos: 0. Melhor campanha: terceiro lugar em 1966.
Portugal está na margem atlântica da Península Ibérica, com serras, bacias e atividade sísmica relevante nos Açores.
É o país europeu que colonizou o Brasil.
A conexão é direta: língua, colonização, migrações, literatura, música, comida, conflito histórico e futebol.
Como Portugal aparece na Copa junto com Brasil, África, língua, colonização e diáspora?
Países Baixos
Fora do recorte gondwânico principal, entra por futebol, mar, comércio e colonialismo.
A região do delta do Reno e do Mosa tem ocupação antiga e longa história de convivência com as águas.
Neerlandeses, frísios, comunidades surinamesas, caribenhas, indonésias, turcas, marroquinas e outras.
Os Países Baixos se consolidaram como república mercantil e potência marítima. A história inclui comércio global, colonização, escravidão, luta contra o mar, ocupação nazista e uma sociedade atual marcada por migração e debates sobre memória colonial.
A escravidão nas colônias neerlandesas foi abolida em 1863, com efeitos tardios para pessoas escravizadas no Caribe e no Suriname.
Futebol total, pintura, engenharia das águas, bicicletas, design, culturas caribenhas e surinamesas, comércio e memória colonial.
Participações antes de 2026: 11. Títulos: 0. Melhor campanha: vice-campeão.
Grande parte do país é delta baixo, com terras ganhas do mar, diques e engenharia hidráulica.
Ficou conhecido pelo futebol total e por três vice-campeonatos mundiais.
Brasil e Países Baixos têm história no Nordeste colonial, comércio, futebol e conexões com Caribe e Suriname.
Como o futebol dos Países Baixos se conecta a mar, colonialismo, Caribe, Suriname e criatividade coletiva?
Bélgica
Seleção forte, Europa multilíngue e memória colonial belga em debate.
O território belga tem ocupação antiga e fica em zona histórica de passagem entre povos europeus.
Flamengos, valões, germanófonos e comunidades migrantes africanas, árabes, turcas e europeias.
A Bélgica se tornou independente em 1830. O país reúne regiões linguísticas diferentes e também carrega uma história colonial brutal no Congo. A seleção recente expressa diversidade migrante e tensões de identidade nacional.
A Bélgica não pode ser lida sem o Estado Livre do Congo e a violência colonial extrema sob Leopoldo II e depois o colonialismo belga.
Quadrinhos, chocolate, música, surrealismo, cidades históricas, culturas flamenga e valã, diáspora congolesa e futebol de geração talentosa.
Participações antes de 2026: 14. Títulos: 0. Melhor campanha: terceiro lugar.
A Bélgica combina planícies, vales, Ardenas e bacias industriais antigas.
Tem três línguas oficiais e fortes divisões regionais.
A conexão passa por diplomacia, comércio, cultura, futebol e pela necessidade de lembrar o colonialismo no Congo.
Como uma seleção diversa pode abrir conversa sobre Congo, Europa e memória colonial?
Croácia
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela força futebolística de um país pequeno e pela história balcânica.
A região adriática tem ocupação antiga, com ilírios, romanos, eslavos e muitas camadas mediterrâneas.
Croatas, sérvios, bósnios, italianos, húngaros e outras comunidades históricas.
A Croácia fez parte de impérios, da Iugoslávia e declarou independência em 1991, em meio a guerra e dissolução iugoslava. A formação nacional recente combina memória de conflito, litoral adriático, diáspora e reconstrução.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca impérios, guerra, nacionalismo, diáspora e memória balcânica.
Costa do Adriático, klapa, literatura, arquitetura, diáspora, futebol técnico e memória da Iugoslávia.
Participações antes de 2026: 6. Títulos: 0. Melhor campanha: vice-campeão.
A Croácia tem litoral cárstico, ilhas, montanhas dináricas e costa adriática.
Foi vice-campeã mundial em 2018.
A conexão passa por migração croata, esporte, turismo, futebol e memória de comunidades europeias no Brasil.
Como a Croácia ajuda a pensar guerra recente, diáspora, memória e reconstrução pelo esporte?
Suíça
Fora do recorte gondwânico principal, entra como país alpino, multilíngue e futebolisticamente estável.
Os Alpes e planaltos suíços têm ocupação antiga, com povos alpinos, romanos e comunidades medievais.
Comunidades alemãs, francêsas, italianas, romanches e muitas populações migrantes.
A Suíça se consolidou como confederação de cantões, com neutralidade, federalismo e várias línguas oficiais. A história contemporânea inclui bancos, indústria, democracia direta, migração e debates sobre riqueza global.
A escravidão não ocorreu como sistema interno central, mas elites e capitais suíços tiveram vínculos com economias coloniais e escravistas.
Alpes, relógios, ciência, democracia direta, línguas oficiais, chocolate, migração balcânica e africana, e futebol disciplinado.
Participações antes de 2026: 12. Títulos: 0. Melhor campanha: quartas de final.
A Suíça é marcada pelos Alpes, glaciares, vales e rios que nascem no coração da Europa.
Tem quatro línguas nacionais.
Brasil e Suíça se conectam por diplomacia, ciência, comércio, migração e encontros frequentes em Copas.
Como uma seleção suíça pode contar multilinguismo, migração e neutralidade sem apagar contradições?
Áustria
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela Europa Central e pela memória do antigo império austro-húngaro.
A região alpina tem ocupação humana antiga, com presença celta, romana e germânica.
Austríacos, eslovenos, croatas, húngaros, tchecos, comunidades turcas, balcânicas e outras.
A Áustria foi centro do Império Habsburgo e depois parte da reorganização europeia após a Primeira Guerra. O século XX inclui anexação nazista, reconstrução, neutralidade e imigração. O país reúne memória imperial, montanhas, música e política europeia.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca império, nacionalismo europeu, nazismo, neutralidade e migração.
Música clássica, Alpes, Viena, psicanálise, cafés, arquitetura, esportes de inverno e futebol centro-europeu.
Participações antes de 2026: 7. Títulos: 0. Melhor campanha: terceiro lugar.
A Áustria é marcada pelos Alpes, vales, bacias e rios como o Danúbio.
Foi terceira colocada na Copa de 1954.
Brasil e Áustria se conectam por música, ciência, migração, diplomacia e futebol.
Como a Áustria pode abrir conversa sobre memória imperial, Europa Central, cultura e responsabilidade histórica?
Escócia
Fora do recorte gondwânico principal, entra como nação britânica com identidade futebolística própria.
O território da Escócia tem ocupação pré-histórica, com sítios neolíticos, povos pictos, gaélicos e outras camadas antigas.
Gaélicos, pictos, britônicos, escoceses das Terras Altas e Baixas, comunidades asiáticas, caribenhas, europeias, migrantes e diáspora.
A Escócia foi reino independente e se uniu politicamente à Inglaterra em 1707, formando a Grã-Bretanha. Hoje é uma nação constitutiva do Reino Unido, com seleção própria na FIFA. Sua história inclui clãs, deslocamentos das Highlands, industrialização, império britânico, lutas sociais e debates atuais sobre autonomia.
Como parte do Império Britânico, a Escócia teve elites ligadas ao comércio atlântico e à escravidão, mesmo após narrativas de liberdade nacional.
Gaélico, gaita de fole, literatura, indústria, diáspora, futebol antigo, torcidas populares e debates sobre identidade.
Participações antes de 2026: 8. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
Tem Highlands, ilhas, rochas muito antigas, vales glaciais e costas atlânticas.
A Escócia é uma das casas históricas do futebol moderno e compete na FIFA com seleção própria.
Brasil e Escócia se conectam por futebol, migração, educação, música e relações culturais dentro do universo britânico.
Como uma seleção de uma nação constitutiva do Reino Unido expressa identidade, língua, autonomia e memória popular?
Noruega
Norte europeu, petróleo, Estado social e futebol contemporâneo.
A Noruega tem ocupação pós-glacial antiga, com comunidades costeiras, pescadoras e depois sociedades vikings.
Noruegueses, povo Sami e comunidades migrantes.
A Noruega se separou da Suécia em 1905 e construiu um Estado nacional associado a pesca, navegação, petróleo, democracia social e direitos. A história também inclui o povo Sami, políticas de assimilação e lutas por reconhecimento.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca povos Sami, Estado social, petróleo e responsabilidade ambiental.
Fiordes, literatura, música, povo Sami, esportes de inverno, petróleo, Estado social e futebol de nova geração.
Participações antes de 2026: 3. Títulos: 0. Melhor campanha: oitavas de final.
Fiordes, montanhas, glaciares e plataforma continental com petróleo marcam a geografia norueguesa.
Tem forte debate sobre petróleo, clima e Estado social.
Brasil e Noruega dialogam sobre Amazônia, clima, energia, direitos indígenas e cooperação internacional.
Como um país rico em petróleo pode falar de clima, povos Sami e futebol global?
Bósnia e Herzegovina
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela história balcânica, multirreligiosa e pós-guerra.
A região balcânica tem ocupação antiga, com ilírios, romanos, eslavos, otomanos e muitas comunidades religiosas.
Bosníacos, sérvios, croatas, judeus sefarditas, roma e outras comunidades religiosas, linguísticas e nacionais.
A Bósnia e Herzegovina fez parte de impérios otomano e austro-húngaro, depois da Iugoslávia. A independência em 1992 foi seguida por guerra, cerco, limpeza étnica e genocídio em Srebrenica. A formação atual exige falar de convivência, trauma, memória e reconstrução.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca impérios, guerra, genocídio, deslocamento e reconstrução social.
Sarajevo, sevdalinka, pontes, cafés, islamismo europeu, cristianismos, memória judaica sefardita, literatura e futebol de diáspora.
Participações antes de 2026: 1. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O país tem montanhas dináricas, rios, vales e paisagens balcânicas de relevo forte.
Sarajevo é símbolo de encontro cultural e também de guerra e cerco.
A conexão passa por migração, solidariedade, futebol, memória de guerra e diálogo multicultural.
Como uma seleção pode carregar convivência, guerra, luto, diáspora e desejo de futuro?
Suécia
Fora do recorte gondwânico principal, entra como país nórdico de forte tradição social e futebolística.
A Suécia tem ocupação pós-glacial, sociedades nórdicas antigas e presença Sami no norte.
Suecos, povo Sami, tornedalianos, finlandeses suecos, roma e comunidades migrantes.
A Suécia se formou como reino nórdico, teve período imperial no Báltico e depois construiu imagem de Estado social. A história também inclui povo Sami, políticas de assimilação, migração, indústria e debates atuais sobre igualdade e pertencimento.
A Suécia teve participação menor, mas real, em circuitos coloniais e escravistas no Caribe; aboliu a escravidão em Saint Barthélemy em 1847.
Estado social, design, música pop, literatura infantil, povo Sami, indústria, futebol feminino e masculino, e cultura de clubes.
Participações antes de 2026: 12. Títulos: 0. Melhor campanha: vice-campeão.
Tem escudo báltico antigo, florestas, lagos, arquipélagos e regiões árticas.
Foi vice-campeã mundial em 1958, jogando em casa.
Brasil e Suécia têm conexões por indústria, música, diplomacia, futebol e debates sobre igualdade.
Como a Suécia ajuda a discutir Estado social, povo Sami, igualdade e cultura popular?
Turquia
Fora do recorte gondwânico principal, entra como ponte entre Anatólia, Europa, Ásia e Mediterrâneo.
A Anatólia tem ocupação humana antiquíssima, com sítios como Göbekli Tepe e muitas civilizações antigas.
Turcos, curdos, armênios, gregos, árabes, laz, circassianos, alevitas e outras comunidades históricas e contemporâneas.
A República da Turquia foi fundada em 1923, após o fim do Império Otomano e uma guerra de independência. A formação moderna envolve secularismo, religião, nacionalismo, minorias, diáspora europeia e disputas sobre memória histórica.
A escravidão otomana e formas servis foram restringidas e encerradas gradualmente entre reformas imperiais, pressões internacionais e a transição para a república, sem reduzir o tema a uma data única.
Istambul, Anatólia, culinária, música, cinema, caligrafia, futebol de torcidas intensas e diáspora turca na Europa.
Participações antes de 2026: 2. Títulos: 0. Melhor campanha: terceiro lugar.
A Turquia fica em zona tectônica ativa, com falhas, terremotos, montanhas, mares e planaltos.
Faz ponte física e cultural entre Europa e Ásia.
Brasil e Turquia se conectam por comércio, diplomacia, migração, futebol e circulação cultural entre Sul Global e Eurásia.
Como a Turquia ajuda a pensar fronteiras entre Europa e Ásia, império, república, minorias e diáspora?
Tchéquia
Fora do recorte gondwânico principal, entra pela história centro-europeia e pela tradição tcheca no futebol.
Boêmia e Morávia têm ocupação antiga, com povos celtas, germânicos, eslavos e muitas camadas centro-europeias.
Tchecos, morávios, silesianos, eslovacos, roma e comunidades migrantes.
A Tchéquia tem raízes na Boêmia e Morávia, passou pelo Império Habsburgo, pela Tchecoslováquia, ocupação nazista, socialismo estatal e Revolução de Veludo. O Estado atual nasceu em 1993, com a separação pacífica da Eslováquia.
A escravidão não é eixo central; a ficha destaca impérios, ocupação, socialismo, democracia e memória centro-europeia.
Praga, literatura, música, vidro, cerveja, teatro político, Revolução de Veludo e futebol de tradição técnica.
Participações antes de 2026: 1 como Tchéquia. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos como Tchéquia. Nota histórica: a Tchecoslováquia foi vice-campeã duas vezes.
Tem maciços antigos, bacias, rios e regiões montanhosas no coração da Europa Central.
A Revolução de Veludo de 1989 marcou a transição democrática sem guerra aberta.
Brasil e Tchéquia se conectam por cultura, ciência, comércio, futebol e memória de migração europeia.
Como a Tchéquia ajuda a lembrar Boêmia, Tchecoslováquia, revolução democrática e memória centro-europeia?
Panamá
Fora do recorte gondwânico principal, mas parte de Abya Yala e ponte geográfica entre Américas.
O istmo tem ocupação humana antiga e foi ponte de circulação de povos, plantas, animais e culturas entre Américas.
Povos Guna, Ngäbe, Buglé, Emberá, Wounaan, Naso, Bribri e comunidades afro-panamenhas.
O Panamá se separou da Colômbia em 1903, em contexto ligado aos interesses dos Estados Unidos e à construção do Canal. A formação nacional inclui povos indígenas, população afro-caribenha, trabalhadores migrantes, zona do canal, soberania e identidade de ponte continental.
A escravidão colonial e o trabalho forçado marcaram o istmo; a história afro-panamenha também passa por migrações caribenhas para obras e ferrovias.
Canal do Panamá, congo panamenho, música urbana, culturas Guna, biodiversidade, Caribe, Pacífico e futebol em crescimento.
Participações antes de 2026: 1. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
O fechamento do istmo do Panamá mudou oceanos, clima, biodiversidade e a ligação terrestre entre Américas.
O Canal do Panamá permite discutir soberania, trabalho, comércio global e a posição do país como ponte viva entre Américas.
Brasil e Panamá se conectam pela América Latina, comércio, logística, cultura afro-caribenha e futebol.
Como o Panamá mostra que Abya Yala também é ponte, canal, Caribe, povos indígenas e diáspora africana?
Curaçao
Fora do recorte gondwânico principal, mas parte de Abya Yala no Caribe e estreia histórica na Copa.
Antes da colonização europeia, o Caribe tinha presença indígena arawak/caquetio e redes de navegação.
População afro-caribenha, comunidades de língua papiamentu, heranças indígenas caquetio/arawak, neerlandesas, latino-americanas e migrantes.
Curaçao foi colonizada pelos Países Baixos e virou ponto do comércio atlântico, incluindo escravidão. Hoje é país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos e tem seleção própria na FIFA. Sua formação mistura Caribe, língua papiamentu, diáspora africana, colonialismo neerlandês e conexões latino-americanas.
A escravidão nas colônias neerlandesas foi abolida em 1863, depois de séculos de violência colonial.
Papiamentu, música caribenha, arquitetura de Willemstad, memória afro-caribenha, beisebol, futebol, carnaval e vida insular.
Participações antes de 2026: 0. Títulos: 0. Melhor campanha: primeira participação em 2026.
Curaçao é ilha caribenha com rochas vulcânicas e calcárias, recifes e paisagens áridas.
A estreia de Curaçao na Copa ajuda a mostrar que territórios caribenhos pequenos também carregam língua própria, memória colonial, autonomia e potência coletiva.
Brasil e Curaçao se conectam pelo Caribe, futebol, diáspora africana, língua papiamentu em diálogo com português e espanhol, e cultura atlântica.
Como Curaçao mostra que uma ilha caribenha pode carregar língua própria, memória colonial, autonomia política e potência esportiva?
Haiti
Fora do recorte gondwânico principal, mas central para Abya Yala, Caribe e história mundial da liberdade negra.
O território era habitado por povos taínos antes da colonização europeia e da violência colonial.
Povo haitiano de maioria afrodescendente, com raízes africanas diversas e memória indígena taína no território.
O Haiti fez a primeira revolução negra vitoriosa do mundo moderno e declarou independência em 1804. Pessoas escravizadas derrotaram o sistema colonial francês e criaram um Estado negro livre, depois punido por dívidas, bloqueios, ocupações e interferências externas.
A revolução haitiana destruiu a escravidão colonial francêsa em Saint-Domingue e virou marco mundial de liberdade negra.
Kreyòl haitiano, vodu, pintura, rara, kompa, literatura, memória revolucionária, Caribe, diáspora e futebol resiliente.
Participações antes de 2026: 1. Títulos: 0. Melhor campanha: fase de grupos.
Haiti fica na ilha de Hispaniola, em zona tectônica ativa do Caribe, sujeita a terremotos e furacões.
O Haiti é central para qualquer educação decolonial: a Revolução Haitiana colocou a liberdade negra no centro da história mundial.
Brasil e Haiti se conectam por migração haitiana, solidariedade, futebol, Caribe, presença brasileira em missões internacionais e debates sobre reparação.
Como o Haiti muda a história do mundo quando a liberdade negra entra no centro da narrativa?
Atividades
Quatro formas de usar o guia
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