Em 2025, nasceu no Sesc Catanduva o projeto Confluindo Gerações, idealizado pela educadora do Programa Curumim, Patrícia Sousa, em parceria com o educador do núcleo fisicoesportivo, Danilo Machado. O que começou como uma proposta de aproximação entre crianças e pessoas idosas rapidamente se transformou em uma experiência potente de convivência, afeto e construção coletiva. Em 2026, o projeto continua vivo, fortalecido pelos vínculos criados ao longo do caminho.
O projeto reúne crianças de 7 a 12 anos, do Programa Curumim, e pessoas idosas do TSPI - Trabalho Social com Pessoas Idosas -, em encontros que valorizam a escuta, o respeito e a troca entre gerações. Mais do que atividades compartilhadas, o Confluindo Gerações se tornou um espaço de pertencimento, onde diferentes tempos de vida se encontram com curiosidade, cuidado e disponibilidade para aprender uns com os outros.
Inspirados pelo pensamento de Nego Bispo, o projeto entende a ancestralidade como presença viva e reconhece que cada pessoa carrega histórias, memórias e saberes que merecem ser compartilhados. As crianças chegam com energia, perguntas e imaginação. As pessoas idosas chegam com experiências, narrativas e referências construídas ao longo da vida. No encontro entre essas diferenças, nasce a possibilidade de se reconhecer no outro.
Ao longo dos encontros, foram realizadas oficinas de arte, literatura, brinquedos com materiais recicláveis, práticas corporais, jogos cooperativos, rodas de conversa, momentos de cuidado e vivências na natureza. Cada atividade foi pensada para estimular a criatividade, a convivência e a construção de laços verdadeiros. Entre um jogo e uma conversa, entre uma brincadeira e uma memória compartilhada, surgiram relações de carinho, confiança e troca genuína.
Foi emocionante perceber como as crianças passaram a olhar para as pessoas idosas com mais proximidade e admiração. Também foi especial ver as pessoas idosas redescobrindo o brincar, o movimento e a leveza junto às crianças. O projeto mostrou, na prática, que o convívio intergeracional fortalece a comunidade, amplia os sentidos de coletividade e lembra a importância de caminhar juntos.
O Confluindo Gerações segue porque faz sentido. Segue porque toca as pessoas. Segue porque cria pontes em um tempo que tantas vezes insiste em separar. E segue porque educar também é construir encontros capazes de transformar, acolher e deixar marcas afetivas duradouras.
Memória visual do encontro








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